quarta-feira, 22 de junho de 2011

Lenda chinesa












FENG SHUI
  Você sabe porque é que o anel de casado é usado no quarto dedo? Existe uma lenda chinesa que pode explicá-lo de maneira bonita e muito convincente:

Ø  Os polegares representam os pais. Os indicadores representam seus irmãos e amigos. O dedo médio representa você mesmo. O dedo anelar (quarto dedo) representa o seu esposo/a. O dedo mindinho representa os filhos.
Ø  OK. Primeiro junte as suas mãos, palma com palma, depois una os dedos médios de forma que fiquem os nós com os nós assim como se mostra na imagem.
Ø  Agora tente separar de forma paralela os polegares (representam os pais), Você perceberá que se abrem, porque seus pais não estão destinados a viver com você até o dia de sua morte. Una-os de novo.
Ø  Agora tente separar da mesma maneira os dedos indicadores (representam os seus irmãos e amigos), você perceberá que também se abrem porque eles se vão, e têm destinos diferentes, como casar-se e ter filhos.
Ø  Tente agora separar da mesma forma os dedos mindinhos (representam os seus filhos). Estes também se abrem porque os seus filhos crescem e quando já não precisem de você, se vão. Una-os de novo.
Ø  Finalmente, trate de separar os seus dedos anelares (o quarto dedo que representa o seu companheiro/a) e você se surpreenderá ao ver que simplesmente não consegue separá-los. Isso acontece porque um casal está destinado a permanecer unido até ao último dia de sua vida. É por isso que o anel é usado no quarto dedo desta Lenda Chinesa.

terça-feira, 21 de junho de 2011

Um brasileiro lavando a alma do país!


Durante debate em uma universidade, nos Estados Unidos, o ex-governador do DF, ex-ministro da educação e actual senador CRISTÓVAM BUARQUE, foi questionado sobre o que pensava da internacionalização da Amazónia. O jovem americano introduziu sua pergunta dizendo que esperava a resposta de um Humanista e não de um brasileiro. Esta foi a resposta do Sr.Cristóvam Buarque: "De fato, como brasileiro eu simplesmente falaria contra a internacionalização da Amazónia. Por mais que nossos governos não tenham o devido cuidado com esse património, ele é nosso. "Como humanista, sentindo o risco da degradação ambiental que sofre a Amazónia, posso imaginar a sua internacionalização, como também de tudo o mais que tem importância para a humanidade. "Se a Amazónia, sob uma ética humanista, deve ser internacionalizada, internacionalizemos também as reservas de petróleo do mundo inteiro. O petróleo é tão importante para o bem-estar da humanidade quanto a Amazónia para o nosso futuro. Apesar disso, os donos das reservas sentem-se no direito de aumentar ou diminuir a extracção de petróleo e subir ou não o seu preço." "Da mesma forma, o capital financeiro dos países ricos deveria ser internacionalizado. Se a Amazónia é uma reserva para todos os seres humanos, ela não pode ser queimada pela vontade de um dono, ou de um país. Queimar a Amazónia é tão grave quanto o desemprego provocado pelas decisões arbitrárias dos especuladores globais. Não podemos deixar que as reservas financeiras sirvam para queimar países inteiros na volúpia da especulação. "Antes mesmo da Amazónia, eu gostaria de ver a internacionalização de todos os grandes museus do mundo. O Louvre não deve pertencer apenas à França. Cada museu do mundo é guardião das mais belas peças produzidas pelo génio humano. Não se pode deixar esse património cultural, como o património natural Amazónico, seja manipulado e instruído pelo gosto de um proprietário ou de um país. Não faz muito, um milionário japonês, decidiu enterrar com ele, um quadro de um grande mestre. Antes disso, aquele quadro deveria ter sido internacionalizado. "Durante este encontro, as Nações Unidas estão realizando o Fórum do Milénio, mas alguns presidentes de países tiveram dificuldades em comparecer por constrangimentos na fronteira dos EUA. Por isso, eu acho que Nova York, como sede das Nações Unidas, deve ser internacionalizada. Pelo menos Manhattan deveria pertencer a toda a humanidade. Assim como Paris, Veneza, Roma, Londres, Rio de Janeiro, Brasília, Recife, cada cidade, com sua beleza específica, sua história do mundo, deveria pertencer ao mundo inteiro. "Se os EUA querem internacionalizar a Amazónia, pelo risco de deixá-la nas mãos de brasileiros, internacionalizemos todos os arsenais nucleares dos EUA. Até porque eles já demonstraram que são capazes de usar essas armas, provocando uma destruição milhares de vezes maiores do que as lamentáveis queimadas feitas nas florestas do Brasil. "Defendo a ideia de internacionalizar as reservas florestais do mundo em troca da dívida. Comecemos usando essa dívida para garantir que cada criança do Mundo tenha possibilidade de COMER e de ir à escola. Internacionalizemos as crianças tratando-as, todas elas, não importando o país onde nasceram, como património que merece cuidados do mundo inteiro. "Como humanista, aceito defender a internacionalização do mundo. Mas, enquanto o mundo me tratar como brasileiro, lutarei para que a Amazónia seja nossa. Só nossa!


domingo, 12 de junho de 2011

Extasiante Patriotismo ao Vivo!

Os Meus “Impossíveis” com a Pedra de Dighton!

Por Manuel Luciano da Silva, Médico

(1) Eu considero o meu primeiro “impossível” sobre a Pedra de Dighton quando era ainda aluno no Colégio de Oliveira de Azeméis e o meu Professor de História João Santos (um excelente professor) me disse na aula: “Luciano, tu quando fores para a América quero que vás ver a Pedra de Dighton onde o Miguel Corte Real gravou o seu nome e depois me mandes uma fotografia daquela pedra”.

Naquele tempo, em 1943, eu não queria ser emigrante, nem vir para a América, mas o meu pai mandou-me um ultimato: “Ou vens ou então governa-te aí sozinho em Portugal! “ E eu vim para Brooklyn, New York, com a minha mãe e o meu irmão para a nossa família passar a viver junta.

A única coisa que eu sabia então dos Corte Reais era a existência de uma família descendente deles que morava em Cidacos, um bairro de Oliveira de Azeméis, a cerca de duzentos metros na nossa casa. A quinta desta família dos Corte Reais estava cercada por um muro muito alto e eles viviam muito isolados. Eram pessoas consideradas de sangue azul!

(2) O meu segundo “impossível” sobre a Pedra de Dighton foi quando eu já vivia em New York e quis saber onde é que a Pedra de Dighton estava localizada. Fiquei muito surpreendido em verificar que a Pedra estava a mais de duzentas milhas ( 330 quilómetros) da nossa residência na grande cidade. Fui à grande Biblioteca de Nova Iorque para obter informação histórica sobre a Pedra de Dighton e encontrei lá o livro intitulado “Dighton Rock” publicado pelo Professor Edmund Burke Delabarre, em 1928. Foi para mim uma grande surpresa saber que a face das inscrições estava coberta vinte horas por dia pelas águas das marés do Rio Taunton e que a Pedra se encontrava totalmente abandonada e desprotegida !

(3) Naquele tempo (1947) foi “impossível” para mim visitar a Pedra de Dighton. Não consegui arranjar ninguém que me fizesse o favor de me levar lá – pagando eu a gasolina - para ver e fotografar a Pedra para mandar ao meu saudoso Professor João Santos. Não havia ainda auto-estradas na América. A maneira mais certa seria ir de comboio de New York até Providence, no Estado de Rhode Island, e depois alugar um automóvel e procurar o local da Pedra que ainda ficava a uma distância de cerca de 30 milhas.

Mas eu ainda era menor. Não tinha os 21 anos. Tive que esperar mais um ano para poder atingir a idade e poder alugar um carro.

(4) Em Agosto de 1948, já de maior idade, num intervalo das minhas férias do Verão da Universidade de New York onde eu já era aluno, com a ajuda monetária da minha mãe, enchi-me de coragem e fui à procura do meu primeiro encontro com a Pedra de Dighton. Curioso! Foi numa quinta-feira, no dia 14 de Agosto, Dia da Batalha de Aljubarrota!

Apanhei o comboio muito cedo na Grande Central de Nova Iorque e cheguei à cidade de Providence ainda antes do meio dia. Sem dificuldade nenhuma aluguei um automóvel e segui a estrada Número 6 em direção à cidade de Fall River. Antes de atravessar o Rio Taunton desviei-me para norte pela estrada Número 138 até à Vila de Dighton. Até aqui tudo muito bem porque eu tinha estudado em pormenor os mapas rodoviários. Em Dighton comecei a perguntar ONDE é que estava a Pedra de Dighton e NINGUÉM me soube dizer!

Resolvi então ir à Polícia de Dighton, apresentar-me como estudante da Universidade de Nova Iorque que andava a fazer um estudo sobre as inscrições da Pedra de Dighton e fui aconselhado pelos polícias que a Pedra estava do outro lado do rio e para isso teria que ir contactar a Polícia de Berkley. Fizeram para mim um rascunho rodoviário, chamaram a Polícia de Berkley e quando eu lá cheguei já contavam comigo! Um polícia de nome Makepeace (Fazer Paz) é que me acompanhou. Seguimos pela Bay View Avenue, mas depois, tivemos que caminhar cerca de 400 metros onde era só mato! E quando chegamos à margem esquerda do Rio Taunton não vimos pedra nenhuma porque ela estava totalmente coberta pelas águas das marés!!!


14 de Agosto de 1948 quando vi a Pedra pela primeira vez coberta de água

Regressamos ao Posto da Polícia de Berkley para verificarmos ao outro dia quando é que seria a maré baixa. Tive que dormir numa pensão em Fall River e regressar ao outro dia às dez da manhã para poder ver pela primeira vez a face da Pedra que estava coberta de musgo e de lama mantida pelos esgotos da Cidade de Taunton! Foi “impossível” para mim ver a Pedra! Fiquei tão desgostoso que não tirei nenhuma fotografia para mandar ao meu Professor João Santos!

Quis comprar um exemplar do livro “Dighton Rock” do Prof. Delabarre, mas estava esgotado e naquele tempo não havia máquinas para se tirar cópias dos livros.

(5) Outro “impossível” que muito me admirou foi a ignorância do povo americano em geral e até dos professores americanos nos liceus e nas universidades sobre a História dos Descobrimentos Portugueses e em particular sobre da Pedra de Dighton. Por isso foi para mim uma grande surpresa encontrar no corpo docente da Universidade de New York um professor a ensinar Português. Naquela altura em 1948 a Universidade de New York era a universidade maior do mundo em número de alunos e publicava um catálogo muito grande com a descrição dos cursos e dos respectivos professores. Foi desta maneira que vim a encontrar o Professor José Dâmaso Fragoso que era Leitor de Português na Universidade da grande cidade. Fui ao terceiro andar, conhecemo-nos e ficamos amigos. Vim a saber que Fragoso se interessava muito pelo estudo das inscrições da Pedra de Dighton, chegando a convidar em 1928 o Professor Delabarre para vir a New York fazer uma conferência sobre a sua descoberta da Teoria Portuguesa. Mais tarde vim a saber também que o Professor Fragoso tinha descoberto três Cruzes da Ordem de Cristo gravadas na face da Pedra de Dighton.

Com estes dados todos foi resolvido criar uma organização no Estado de New York intitulada “Miguel Corte Real Memorial Society, Inc.”, em 25 de Setembro de 1951, sendo incorporadores os seguintes luso-americanos: José Dâmaso Fragoso, Manuel Luciano da Silva, Antone S. Pimental, Hermínio Martins da Silva e António S. Pires. O Fragoso ficou como Presidente e eu fui escolhido para Secretário-Tesoureiro.

(6) Outro meu “impossível” relacionado com a Pedra de Dighton foi a minha ida em 1952, para Coimbra, Portugal, para obter o meu Diploma de Médico na Faculdade de Medicina. Foi um interregno longo de seis anos. Entretanto várias coisas se passaram nos Estados Unidos da América relacionadas com a Pedra de Dighton.

(7) Outro “impossível” desagradável que eu tive ocasião de observar durante os anos que fui estudante na Universidade de Coimbra, foi o desinteresse e até antagonismo pela Teoria Portuguesa dos professores de História emitindo a sua opinião sem nunca terem examinado a face da Pedra de Dighton. Uma coisa destas em Medicina seria emitir um diagnóstico sem examinar o doente. Isto é um erro terrível que nunca deve ser permitido!

(8) Quando regressei à Nova Inglaterra, em 1959, já como médico, tive ocasião de observar que vários “impossíveis” tinham acontecido relacionados com a famosa Pedra de Dighton.

Primeiro - A “Miguel Corte Real Memorial Society, Inc”, de New York tinha comprado em 1952, cinquenta hectares de terreno à volta da Pedra de Dighton para a criação dum parque.

Segundo - Dois anos mais tarde por uma Proposta de Lei do Senador Estatal de Massachusetts, Edmundo Dinis, o mesmo terreno foi expropriado para ser criado o Parque Estadual da Pedra de Dighton.

Terceiro - O Fragoso ficou tão raivoso com esta decisão que deixou a cidade de New York e veio viver para a cidade de New Bedford para apelar a questão da aquisição do terreno pela Legislatura do Estado de Massachusetts. Porque Fragoso perdeu a questão passou a antagonizar tudo e todos.

Quarto - Foi este ambiente desagradável que eu vim encontrar em 1959, quando comecei o meu internato no Hospital de São Lucas na cidade de New Bedford.

Entretanto consegui ser admitido na famosa Lahey Clinic em Boston para obter ao minha especialização em Medicina Interna.

Em Setembro de 1960 fui a Portugal para me casar e também para apresentar a minha comunicação sobre as inscrições Pedra de Dighton com diapositivos e um filme, no Primeiro Congresso Internacional da História dos Descobrimentos Portugueses que se realizou na Universidade de Lisboa, na segunda semana de Setembro de 1960.

Quinto. Numa quarta-feira, dia 14 de Dezembro de 1960, o Fragoso bateu à porta do apartamento onde eu morava em Boston, todo furioso contra mim, a dizer-me que ele é que devia ter ido ao Congresso dos Descobrimentos em Lisboa, Portugal, que eu que estava do lado dos inimigos deles, etc. Claro vi logo que o homem não estava bom mentalmente que apresentava sintomas de paranóia, disse-lhe que lamentava muito, mas nunca mais poderia trabalhar com ele a favor da Pedra de Dighton. Despedi-me dele para sempre! Nunca mais falei com ele depois daquela data. Compreendi então que se eu quisesse fazer coisas positivas para proteger a Pedra de Dighton eu é que teria que as mexer à minha maneira. Foi isso mesmo que vim a fazer!

Apesar de eu cortar relações com o Fragoso SEMPRE lhe dei crédito nos meus livros tanto em português como em inglês pelas descobertas históricas que ele fez das três Cruzes da Ordem de Cristo e do Escudo Português em forma de um [ U ] gravados na face da Pedra.

(9) O meu próximo “impossível” aconteceu no dia 24 de Janeiro de 1961, quando na Discussão Pública da proposta de Lei no Capitólio de Boston para se retirar a Pedra de Dighton da água e da lama, por objecção do Professor Francis Rogers da Universidade de Harvard, que ensinava Português, a Proposta não chegou a entrar na Casa dos Representativos. No ano seguinte eu soube previamente quando seriam as férias na Universidade de Harvard e então a nesse período a mesma proposta foi submetida à Discussão Pública e passou. Só depois da Lei ter sido aprovada pela Casa dos Representantes, pelo Senado e assinada pelo Governador Massachusetts é que o Rogers ficou a saber, mas já era tarde de mais!

(10) Quando a verba de cinquenta mil dólares foi aprovada para a elevação da Pedra onze pés e a construção do Paredão, os Engenheiros do Departamento de Recursos Naturais não sabiam se a pedra seria solta ou se seria o vértice duma montanha subterrânea. Tiveram que recorrer às técnicas Sonar do MIT, Instituto de Tecnologia de Massachusetts, para verificar que a Pedra de Dighton era realmente um pedra solta que pesava 40 toneladas.



A Pedra mostrando a face das inscrições a meia maré


A Pedra no paredão protegida apenas por uma rede de capoeira

(11) Outro “impossível” foi fotografar a face da Pedra de noite. Tivemos que obter licença dos oficiais do Parque Estadual da Pedra de Dighton e alertar a Polícia de Berkley, que na noite de 2 de Maio de 1971, iríamos fazer bastante barulho por causa de um gerador eléctrico portátil. O nosso pedido foi aprovado. Assim com o Professor Steven Tegu, o Dr. Nelson Martins, Joseph Bum, electricista e eu congregamos à volta da Pedra de Dighton e obtivemos fotografias da face da pedra com luz tangencial que se tornaram as melhores fotos de contrate das inscrições.

(12) Quando eu informei os Oficiais do Departamento dos Parques Estaduais de que uma nova Lei ia ser submetida para a construção dum Pavilhão para proteger a Pedra disseram-me : “ Mas isso vai ser totalmente impossível!” Quando mais 50 mil dólares foram aprovados pela Legislatura para a construção do Pavilhão, eu é que sugeri aos engenheiros e arquitectos do Estado para que a configuração do edifício fosse octogonal! Aceitaram a minha ideia!



Paredão e Pavilhão onde a Pedra ficou a ser preservada numa redoma


Pedra de Dighton salva dentro duma vitrina octogonal

(13) Outro “impossível” sugeriu quando eu pedi ao Representante John Long de Fall River para apresentar uma nova proposta de Lei para a construção dum Museu anexo ao Pavilhão. E quando outra verba de mais cinquenta mil dólares foi aprovada pela Legislatura, o formato do novo edifício já foi ditado pela forma octogonal do Pavilhão. E pronto ficou assim completo o Museu da Pedra de Dighton com a configuração dum 8.

(14) Outra batalha que tive com os técnicos do Departamento dos Parques foi porque eles queriam forrar com madeira envernizada o interior das paredes do Museu e eu protestei para deixarmos a nu a madeira com os nós à mostra para imitar o interior das caravelas. Ganhei!



Pavilhão com as Janelas e construção do próprio Museu


Pavilhão e Museu acabados

(15) Os técnicos do Departamento dos Parques quiseram deixar seis janelas no Pavilhão e eu sempre protestei porque isso iria permitir a entrada de grande quantidade de humidade do rio dentro do Pavilhão causando maior oxidação da pedra. Só ao fim de vários anos é que fecharam com tijolos e cimento as mesmas janelas resolvendo finalmente este “impossível”.

(16) Apesar disto a Pedra de Dighton continuava a oxidar-se devido à alta percentagem de humidade e para que esta situação fosse corrigida, fui , há vários anos, fazer uma exposição ao Capitólio em Boston perante a Comissão de Meios e Fins para que aprovassem a instalação dum sistema de ar condicionando dentro do Museu e o meu pedido foi aprovado! Lá está o ar condicionado há vários anos a funcionar.

(17) Só há um “impossível” que não consegui alcançar. Eu sugeri aos oficiais do Estado para que o nome “Dighton Rock Museum” fosse gravado no cimento na frente do edifício, por cima das portas e que as letras fossem profundas e pintadas de preto. Indiquei que as letras deviam ser feitas como se usavam há quinhentos anos, porque até aquela altura o alfabeto ocidental não possuía ainda as letras [ U ] e [ J ]. A letra [ V ] era usada em vez da letra [ U ]. Por esta razão científica eu sugeri aos oficiais de Boston, que a forma correcta do nome do museu devia ser com dois Vs assim: DIGHTON ROCK MVSEVM. Mas infelizmente não os convenci!

(18) Para mim, durante muitos anos, Boston tem sido igual a Bosta! A palavra bosta em português quer dizer cow manure, ou merda de vaca! Sempre relacionei duma forma cavalheiresca com os vários empregados do Parque da Pedra de Dighton, aos quais quero exprimir aqui os meus agradecimentos. Mas com os oficiais da alta Governação Estatal em Boston tem sido sempre uma verdadeira bosta!

Calculem que TODOS os Governadores do Estado de Massachusetts - a quarenta milhas de distância - têm sido convidados a visitar a Pedra de Dighton e até à data ( 2011) NENHUM jamais visitou o Museu e têm passado na auto-estada 24 que fica apenas a duas milhas do Museu. Mesmo os Governadores que assinaram as Propostas de Lei para os melhoramentos do parque e do Museu NUNCA viram a Pedra! Nunca nenhum Secretário da Educação jamais visitou o Museu.

Porque é que os grandes políticos de Massachusetts nunca se têm interessado pelo valor histórico da Pedra de Dighton? Porque a Pedra de Dighton não vota, nem dá comes e bebes a ninguém !

(19) Das centenas de pessoas que se têm interessado pela Pedra de Dighton, apenas dois investigadores fizeram-no com interesse EXCLUSIVAMENTE HISTÓRICO: o Professor Edmund Delabarre e o Dr. Luciano da Silva.

Todos os outros que se têm interessado pela Pedra de Dighton foi para vender artigos ou então por interesse político para tirarem vantagem nas suas próprias eleições. Até o próprio Senador Edmundo Dinis responsável pela criação do Parque Estadual do Parque da Pedra de Dighton, depois tornou-se dono da estação de rádio WJFD-FM de New Bedford, Massachusetts, com uma potência de cinquenta mil watts, mas devido à inimizade que tinha contra o Fragoso, NUNCA mais fez NADA para atrair os luso-americanos para o significado patriótico das inscrições portuguesas da Pedra de Dighton. O mesmo aconteceu com o próprio Fragoso quando passou a viver em New Bedford, serviu-se da Pedra de Dighton para concorrer para vários cargos políticos em New Bedford, mas nunca chegou a ser eleito para nada.

Todas estas politiquices e controvérsias criaram para mim um ambiente muito difícil para lidar com das autoridades de Massachusetts porque pensavam que eu “era mais um” que queria tirar vantagem pessoal por estar ligado à Pedra de Dighton! Foram precisos muitos anos para verificarem que o meu interesse pela Pedra era afinal EXCLUSIVAMENTE histórico!

O Professor Delabarre era um cientista sério. Foi especializar-se em Psicologia na Universidade de Berlim e na Sorborne em Paris e quando regressou aos Estados Unidos foi cobiçado pela Universidade de Harvard, mas ele escolheu a Universidade de Brown na cidade de Providence, Estado de Rhode Island e em 1896 iniciou a Psicologia Experimental examinado os efeitos médicos da Cannabis ou Marijuana. Era muito meticuloso. Foi considerado um perfeccionista pelos outros cientistas. Foram os mesmos métodos científicos que ele aplicou nas suas investigações das inscrições da Pedra de Dighton descobrindo assim a Teoria Portuguesa, em 1918. Em 1924 foi condecorado pelo Governo Português com a Ordem da Cruz de Cristo.

Eu exerci a Medicina Interna durante 45 anos sem nunca ter um caso de “malpractice”. Tive que usar todos os dias também os métodos científicos para obter os diagnósticos nos meus doentes. Passei a usar também nas minhas investigações históricas os mesmos métodos científicos e por essa razão vim a descobrir coisas originais que escaparam aos chamados historiadores. NUNCA me servi da Pedra de Dighton para arranjar mais clientes, nem para tirar qualquer proveito político. Tanto o Professor Delabarre como eu, repito, o nosso interesse pela Pedra de Dighton foi SEMPRE pelo seu valor histórico. Tenho pena de não ter conhecido o Professor Delabarre, mas ele morreu um ano antes de eu ter chegado à América em 1946.

(19) Depois da descoberta sensacional da Teoria Portuguesa de Miguel Corte Real pelo Professor Delabarre em 1918, os vários lidadores luso-americanos daquela época em Taunton, Fall River e New Bedford juntaram-se com o propósito de virem a organizar muitas coisas para preservar e valorizar o significado da Pedra de Dighton, mas não conseguiriam fazer nada devido às suas invejas, rixas e vaidades pessoais e a Pedra continuou totalmente abandonada e coberta de lama! Por outro lado o Professor Delabarre muito desgosto, comprou uma pequena área de terreno à volta da pedra e no seu testamento deixou essa propriedade à Sociedade Histórica de Taunton, mas esta organização também NUNCA fez NADA de positivo para proteger a Pedra de Dighton. O Professor Delabarre nunca teve a ideia duma Proposta de Lei para que o Estado de Massachusetts protegesse a Pedra.

(20) Esta experiência desastrosa do Professor Delabarre não conseguir NADA com os luso-americanos para proteger a Pedra foi para mim um ALERTA. Devo confessar que em 1964 ainda incorporei a Organização “The Knights of the Corte Reais” = “Os Cavaleiros dos Corte Reais”, mas nunca consegui entusiasmar os seus membros para o significado histórico da Pedra de Dighton. No ano a seguir 1965 criei outra organização a “Portuguese-American Federation, Inc.” = “Federação Luso-Americana”, mas sucedeu o mesmo. Decidi então incorporar outra organização “The Friends of Dighton Rock Museum, Inc”. = “Os Amigos do Museu da Pedra de Dighton”, cujos Directores passaram a ser Dr. Manuel Luciano da Silva, Sílvia Jorge da Silva, Professor Steven T. Tegu, Dr. Nelson Dias Martins, Frederico Pacheco e Raul Benevides. Funcionamos como se fossemos uma família muito forte e coesa e foi assim que conseguimos realizar o que está hoje à vista de toda a gente no Museu da Pedra de Dighton. Começamos a escrever boas cartas, a realizar boas estratégias e fomos muito bem sucedidos em conquistar a cooperação de muitas pessoas luso-americanas e até americanas e desta maneira conseguimos atingir o nosso desiderato! Foi mesmo bom! Estamos muito satisfeitos! Estamos de parabéns!

(21) Os “impossíveis” de se conseguir o recheio para o Pavilhão e Museu. Todas as propostas de Leis que foram aprovadas e que garantiram as três verbas de cinquenta mil dólares cada, para a (a) Retirada da Pedra da água, (b) a construção do Pavilhão e do (c) e do Museu propriamente dito, não adicionaram dinheiro nenhum para aquisição de artefactos e painéis.

A Associação de “Os Amigos do Museu da Pedra de Dighton” é que tive de assumir a responsabilidade de adquirir tudo à custa de muito trabalho, persistência e despesa. Levou vários anos mas felizmente está tudo agora completo dentro do Museu. Aqui esta a descrição das várias peças:

No Pavilhão foi instalado um sistema de iluminação tangencial em frente à face das inscrições para melhor contraste das inscrições.

Foram colocados em frente da pedra quatro quadros com os diagramas das quatro teorias mais populares: (1) Índios Americanos, (2) Fenícios, (3) Vikings and (4) Portuguesa.

E ainda a Lithocollage, obra magnífica de arte, em três dimensões como uma alegoria aos Índios Wampanoags da Nova Inglaterra.

No Museu foram instalados seis painéis ilustrando a História da Pedra de Dighton e explicando as quatro teorias mais populares: Índios Americanos, Fenícios, Viking e Portuguesa.

O Padrão dos Descobrimentos em mármore, oferta da Fundação Gulbenkian de Lisboa, Portugal.

Modelo da “Nau São Gabriel” de Vasco da Gama, oferta do Primeiro Ministro de Portugal, Almirante Pinheiro de Azevedo.

Modelo da “Caravela Victória,” oferta do Rei de Espanha, Don Juan Carlos.

Modelo dum Bacalhau, ou Fiel Amigo, oferta da Academia do Bacalhau da Nova Inglaterra.

Há quinhentos anos os símbolos das energias na Nova Inglaterra eram o bacalhau (comida) e as madeiras (pinheiros da Nova Inglaterra e do Canadá). Depois apareceu símbolo do óleo da baleia e em 1860 nasceu o petróleo até aos nossos dias.

Para saber todos os pormenores dos artefactos que existem no Museu da Pedra de Dighton veja este artigo: O Recheio do Museu da Pedra de Dighton!

(21) O meu último “impossível” sobre Pedra de Dighton foi eu poder organizar a continuação dos Amigos do Museu da Pedra Dighton mas com moradores da Vila de Berkley. Esta organização já está legalmente incorporada com alvará no Departamento de Corporações em Boston. Identificação Federal - 043269877

São assim os seguintes cargos:

Manuel Luciano da Silva, Presidente

Doris Garcia, Vice Presidente

Catherine Westgate, Tesoureira

Nancy Possinger, Secretária

Diretores: John Possinger, Elsie Goldstein e Carole J. Johnson

Eu continuo ainda como Presidente, mas em qualquer altura poderei ceder o meu lugar a outra pessoa de Berkley.

Este novo grupo tem vindo já a organizar festividades no Museu da Pedra de Dighton todos os meses sobre vários temas históricos e culturais e têm demonstrado bem claro serem capazes de seguir em frente defendendo com muito entusiasmo o significado histórico deste monumento o qual virá a glorificar muito a História da Vila de Berkley.

Ainda tenho esperança que estes novos directores de “Os Amigos do Museu da Pedra de Dighton” façam num futuro próximo uma visita a Portugal Continental e à cidade de Angra do Heroísmo, na Ilha da Terceira, Açores, para se inteirarem dos Símbolos Originais Nacionais de Portugal para os comparar com os que estão gravados na face da Pedra de Dighton e também para verem a casa onde nasceu Miguel Corte Real a qual ainda está de pé.

Para se fazer um diagnóstico tranquilo das inscrições da Pedra de Dighton uma pessoa deve visitar Portugal e a Ilha da Terceira.


Vista aérea do Pavilhão (com janelas) e do Museu em frente.

Foto por Tony Ávila

Nota minha: Admirável o que este homem (herói) tem feito em prol da Pátria Portuguesa! Vale a pena visitar a obra de tão ilustre herói e Senhor! (…)


Discurso de António Barreto

Nada é novo. Nunca! Já lá estivemos, já o vivemos e já conhecemos. Uma crise financeira, a falência das contas públicas, a despesa pública e privada, ambas excessivas, o desequilíbrio da balança comercial, o descontrolo da actividade do Estado, o pedido de ajuda externa, a intervenção estrangeira, a crise política e a crispação estéril dos dirigentes partidários. Portugal já passou por isso tudo. E recuperou. O nosso país pode ultrapassar, mais uma vez, as dificuldades actuais. Não é seguro que o faça. Mas é possível.

Tudo é novo. Sempre! Uma crise internacional inédita, um mundo globalizado, uma moeda comum a várias nações, um assustador défice da produção nacional, um insuportável grau de endividamento e a mais elevada taxa de desemprego da história. São factos novos que, em simultâneo, tornam tudo mais difícil, mas também podem contribuir para novas soluções. Não é certo que o novo enquadramento internacional ajude a resolver as nossas insuficiências. Mas é possível.

Novo é também o facto de alguns políticos não terem dado o exemplo do sacrifício que impõem aos cidadãos. A indisponibilidade para falarem uns com os outros, para dialogar, para encontrar denominadores comuns e chegar a compromissos contrasta com a facilidade e o oportunismo com que pedem aos cidadãos esforços excepcionais e renúncias a que muitos se recusam. A crispação política é tal que se fica com a impressão de que há partidos intrusos, ideias subversivas e opiniões condenáveis. O nosso Estado democrático, tão pesado, mas ao mesmo tempo tão frágil, refém de interesses particulares, nomeadamente partidários, parece conviver mal com a liberdade. Ora, é bom recordar que, em geral, as democracias, não são derrotadas, destroem-se a si próprias!

Há momentos, na história de um país, em que se exige uma especial relação política e afectiva entre o povo e os seus dirigentes. Em que é indispensável uma particular sintonia entre os cidadãos e os seus governantes. Em que é fundamental que haja um entendimento de princípio entre trabalhadores e patrões. Sem esta comunidade de cooperação e sem esta consciência do interesse comum nada é possível, nem sequer a liberdade.

Vivemos um desses momentos. Tudo deve ser feito para que estas condições de sobrevivência, porque é disso que se trata, estejam ao nosso alcance. Sem encenação medíocre e vazia, os políticos têm de falar uns com os outros, como alguns já não o fazem há muito. Os políticos devem respeitar os empresários e os trabalhadores, o que muitos parecem ter esquecido há algum tempo. Os políticos devem exprimir-se com verdade, princípio moral fundador da liberdade, o que infelizmente tem sido pouco habitual. Os políticos devem dar provas de honestidade e de cordialidade, condições para uma sociedade decente.

Vivemos os resultados de uma grave crise internacional. Sem dúvida. O nosso povo sofre o que outros povos, quase todos, sofrem. Com a agravante de uma crise política e institucional europeia que fere mais os países mais frágeis, como o nosso. Sentimos também, indiscutivelmente, os efeitos de longos anos de vida despreocupada e ilusória. Pagamos a factura que a miragem da abundância nos legou. Amargamos as sequelas de erros antigos que tornaram a economia portuguesa pouco competitiva e escassamente inovadora. Mas também sofremos as consequências da imprevidência das autoridades. Eis por que o apuramento de responsabilidades é indispensável, a fim de evitar novos erros.

quinta-feira, 9 de junho de 2011

Desaparece Alma do Diabo...

José Sócrates esteve igual a si próprio no discurso de derrota. E o discurso esteve igual ao previamente escrito e colocado no teleponto. Sem tirar nem pôr. Espontâneo "como sempre", quem o ouvia parecia esquecer-se que a sinceridade que este pretendia transmitir estava a passar-lhe diante dos olhos, não vinha de dentro mas de fora, das letrinhas que iam passando mesmo à sua frente. Suava em bica. Tudo falso, tudo planeado ao milímetro até ao último pio desta figura. Muitos chamaram-lhe "atitude digna". Eu chamo-lhe escrita criativa e teatrinho de vão de escada.
O que dizer da parte do discurso de derrota em que a plateia começou a gritar "NÃO! NÃO! NÃO! quando percebeu que o homem se ia demitir, e este se sai num falso-patético-comovido: "meus amigos não tornem isto ainda mais difícil". Ó José coitadinho de ti. Ó José coitadinhos de nós de termos tido de levar contigo. Deixa-me chorar perante tamanho dissabor que te causámos. Ter de se despedir. Alguém o obrigou? Não ia lidar a oposição com dignidade se os portugueses assim entendessem? Não foi isso que andou a apregoar?
Dignidade seria este homem, o maior bluff político de sempre em Portugal, pedir desculpa aos portugueses pelos danos causados ao país, à sua economia e principalmente aos cidadãos nos últimos seis anos e meio. Exorcizar o mal antes de sair para a reforma dourada com o rabinho entre as pernas. Foram precisas três eleições legislativas para os portugueses perceberem com quem estavam a lidar. Três castings para finalmente decidirem se queriam continuar com este fraquíssimo actor político e fortíssimo actor a trabalhar na política. Foi preciso não haver esperança para Portugal varrer do mapa este vendedor de sonhos, ilusionista das promessas e profissional da fuga para a frente, um verdadeiro senhor do abismo.
"Não levo qualquer ressentimento ou amargura para os dias felizes que tenho pela minha frente" disse ainda com uma lata descomunal: nem amargura, nem ressentimento nem vergonha na cara pelos vistos. Não a leva porque deixa tudo para trás. Milhões de portugueses amargurados e desesperados. Queria que lhe pedíssemos desculpa por danos causados? Milhões de vidas condicionadas pela sua governação negligente, incompetente e completamente irresponsável. E o tempo e a justiça, se ainda existir neste país, decidirão se ficam por aqui os casos e muitos anos de delapidação deste país perpetuada por si e pela sua ranhosa comandita. Tenha vergonha!
Já que vai abandonar a política e não se lhe conhece outra actividade profissional nos últimos 30 anos, deixo-lhe uma pergunta - em que centro de emprego se vai inscrever? Ou será que os dias felizes que garante ter pela frente estão escritos nas estrelas, ou no teleponto
In “Expresso” 08.06.2011


Desgraçado; que nos desgraçastes...
Leve-te o demónio para longe.
Com fortuna choruda te safaste!
No convento não passes de monge.


 

quinta-feira, 2 de junho de 2011

À Margem das Eleições


No próximo Domingo, saber-se-á quem é o novo Primeiro-Ministro de Portugal. Pela forma como os três candidatos se perfilam na disputa ao terceiro mais alto posto da Nação, tenho preferência pelo jovem candidato do Partido Social Democrata, por razões que tenho interiorizado, na análise que faço, com a ponderação que se impõe, a um assunto do mais alto significado e no seriíssimo momento que o País atravessa. Pedro Passos Coelho é o mais jovem dos três candidatos. Nunca ocupou funções governativas, não tendo por isso quaisquer vícios nos meandros políticos que não o possam transformar num excelente governante sendo inteligente como é, estudioso da causa pública e que tem demonstrado que se trata de um homem dinâmico, competente, honrado e sobretudo de uma rara ponderação, exercício tão necessário para resolver os graves problemas deixados por um primeiro-ministro desleixado, incompetente, de uma vaidade sem limites, que não reconhece que está a mais na política portuguesa e que é uma autêntica negação para o cargo que tem ocupado, sem qualquer mérito. Esbanjador da riqueza nacional, que gastou sem pensar no dia de amanhã, mentiroso, inimigo número um, de um povo, que embora por uma maioria simples o elegeu, não soube tirar partido dessa confiança que os seus eleitores lhe concederam. Embora afirme em todos os comícios PS, que Passos Coelho não tem experiência para ocupar o cargo de primeiro-ministro, melhor seria que estivesse calado, pois a experiência que diz possuir, não o inibiu de levar o País à falência e de tornar Portugal aos olhos da Europa e do Mundo, como um país desgovernado, sem rumo e sem respeito pela Lei e pela ordem económica, pela Justiça e essencialmente de corruptos e pedófilos. Passos Coelho tem portanto à sua frente uma excelente ocasião de provar que é não só capaz, como ainda pode levar o País a ser respeitado e bem-vindo ao concerto das Nações. Tem pela frente uma espinhosa missão que levará a bom termo se, se rodear como se pensa, de homens capazes, patriotas, experimentados e competentes nas questões políticas e económicas e que trabalhem para o bem comum e que com o seu exemplo, façam trabalhar os portugueses que tão necessitados estão de bons exemplos, qualidades que os políticos que nos tem governado não têm, ou se têm, nunca o demonstraram.O candidato que se lhe segue, Paulo Portas, sendo um homem experiente e sobretudo conhecedor dos meandros políticos, pode ser um excelente auxiliar para o governo de Passos Coelho, se, se pensar numa coligação. De qualquer modo há que contar com a sua competência e amor ao seu País, de que é possuidor, para em conjunto com Passos Coelho transformarem Portugal num País respeitado e digno de figurar na Comunidade de Países, que compõem o mundo em que vivemos. É isso e por isso votarei PSD. Votarei para que o candidato que me oferece melhores garantias, seja o novo primeiro-ministro de Portugal. José de Viseu