segunda-feira, 18 de julho de 2011

USA Não é portugal

O Presidente dos Estados Unidos Barack Obama, afirmou perante um auditório, creio que do seu partido, que a economia do país estava firme e que os USA não são PORTUGAL.

Efectivamente assim é. Das poucas verdades que os políticos norte-americanos dizem, uma vez por outra vão dizendo as Verdades. Portugal pela sua dimensão, não tem comparação com os Estados Unidos da América, assim como os Estados Unidos não se podem comparar em História, com o nosso País. Gostaria de lembrar aqui que Portugal teve a sua origem numa zanga entre Afonso Henriques e sua Mãe, que originou a sua disposição de separar o território, do país que então a progenitora governava e que tornou possível não só a sua independência, como o início de uma Nação que todos amamos apesar da sua pequena dimensão. E não só. Portugal através dos Séculos foi-se tornando numa grande Nação, espalhando-se pelo Mundo, dando o Conhecimento, se outras qualidades não houvesse, a outros povos, normalmente pela palavra mais do que pela espada. Os Estados Unidos formaram-se como nação, pela conquista devastadora e exterminadora de povos, com uma civilização que em muitos aspectos era muito mais benevolente e sadia com os seus inimigos, do que os bandoleiros europeus, ingleses, irlandeses, franceses, islandeses e finlandeses, que para ali fugiram, da injustiça, da fome e das graves punições que então eram efectuados como prática corrente nos referidos estados, então dominados por reis e senhores cruéis e sádicos. Claro que entre os refugiados havia boa gente, mas a grande maioria seriam criminosos que continuaram as suas práticas genocidas, matando índios e negros. 

Não me conformando com o facto de Obama se referir a Portugal como se tratasse de um País sem Rei nem Roque, o que foi uma verdade no tempo em que os socialistas transformaram Portugal numa farsa económica, aqui deixo o meu reparo e desgosto, não só pelas dificuldades que atravessamos e que o Sr. Obama pelos vistos não quer compreender, como pelo desprezo em que coloca todo um Povo merecedor de maior compreensão e que se libertou do domínio dos povos sob sua jurisdição, com uma descolonização libertadora, sem exterminar esses Povos, como fizeram os seus antepassados europeus americanizados.

Mas é assim. Eu diria tal como o Marquês de Maricá: «O homem fala, o sábio cala, o tolo discute...». Claro que não é o caso do Sr. Obama...

José de Viseu

2 comentários:

Anónimo disse...

No tempo da «outra senhora» era meio Mundo a criticar-nos por não dar-mos a Independência aos Povos das Colónias, agora se não é meio Mundo já andará perto, pelo facto da nossa economia estar de pantanas, quando é que começam a olhar para o seu (deles) umbigo? é que se olharem bem para o que têm feito por esse mundo fora têm muito que se envergonhar.
Um abraço
Virgilio

Piko disse...

Pois, o nosso habitual cronista lá vai argumentando conforme já nos habituou e, às vezes, até diz algumas certas...
Os americanos podem vir a pagar caro a sua política, baseada numa cultura armamentista e que reforçaram após a queda do regime soviético... Quando viram o colapso dos soviéticos, acreditaram que estavam no caminho certo e nem pararam para pensar... Armaram-se ainda mais e hoje têm uma dívida colossal, que nem poderão pagar! Mesmo assim, não dão parte de fraco e querem dominar e dominar... Depois acham que a Europa deve ser submissa às suas políticas e têm-no conseguido em grande parte...
Só que os chineses são uma incógnita, porque têm outra táctica em cima da mesa, capaz de vir a baralhar o xadrez aos americanos...
O futuro poderá reservar ainda algumas surpresas ao ultrapassado esquema político instalado no Pentágono, não sabemos se também na Casa Branca!
É ESPERAR PARA VER!