segunda-feira, 23 de maio de 2011

Como se faz um “bom” político…

Ao que parece e no dizer de um assistente moçambicano que se encontrava num comício de José Pinto de Sousa, a Embaixada de Moçambique foi contactada para arregimentar voluntários daquela nacionalidade, para assistirem e aplaudirem o primeiro-ministro-demissionário, a troco de um lauto lanche que lhes foi servido num pacote, que alguém do partido socialista, lhes ia entregando. Este comportamento do P.S., é bem sintomático do seu receio em perder...
Quem assistiu à reportagem do referido comício efectuado por um afanoso jornalista da RTP que no local, comentava e ia entrevistando os presentes, ficou sem motivos para dúvidas. A uma pergunta do repórter, porque razão ali se encontrava? O entrevistado, um moço africano respondeu, que estava ali para aplaudir o sujeito (Sócrates) que estava na tribuna, discursando. E à pergunta como ali fora parar? O mesmo respondeu, que foi a mando da Embaixada de Moçambique.
Quem como nós estivesse a ouvir a RTP mais ou menos à hora do almoço e na hora do noticiário, ficou a saber como é que os socialistas trabalham para obter as tais enormes assistências que se têm inusitadamente verificado nos comícios daquele partido. E não são só esses lanches que se oferecem, mas também transportes das localidades mais longínquas, que vão passando de uns para outros comícios e para os respectivos locais comicieiros...
Tenho presente situação semelhante, que se viveu nos tempos da Ditadura.. Em Lourenço Marques e claro em todos os locais que tivessem uma visita ministerial ou do governo-geral, era certo e sabido que se convocavam os régulos das circunscrições próximas das cidades visitadas, que compareciam com os seus "voluntários" também em transportes fornecidos pelas entidades oficiais, em grande numero e que em alas, iam aplaudindo os visitantes. Estes adoravam estes aplausos dos "voluntários devidamente obrigados", com palmas e cantigas gentílicas.
Uma festiva forma que as autoridades encontravam para alegrar Suas Excelências e para elas próprias verificarem como eram "amadas e respeitadas". Bem, já passaram alguns 36 anos, mas felizmente não temos a memória curta. Julgo que o mesmo se dava por cá. O Alentejo era o fornecedor de pessoal. Agora o Partido Socialista está a seguir os mesmos passos e vai "comiciando"... como pode...utilizando os mesmos truques sujos, desonestos e pouco abonatórios dos seus altos dirigentes.
E viva a democracia socialista e voluntária do Sr. José Pinto de Sousa...e claro do seu esclarecido partido...
É isso...
José de Viseu

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