sábado, 22 de outubro de 2011

Para onde vamos?


Creio que o facto de constantemente escrever sobre a situação que ocorre no nosso País, em crise, principalmente no consulado de José Sócrates, para não falar no despesismo excessivo que a presidência de Mário Soares trouxe ao país, pode trazer aos nossos leitores a ideia de que sou demasiado pessimista. Se assim é, ou sou eu que estou enganado ou estarão enganados os leitores que pensam de forma diversa. Acreditando nas notícias que diariamente chegam de todo o lado, nas medidas extraordinariamente pesadas que o governo de Passos Coelho tem sido obrigado a implementar, tornando Portugal no país que mais impostos cobra aos seus habitantes, em toda a Europa, medidas dolorosas e imprescindíveis para liquidar o empréstimo que Sócrates e o seu governo foi obrigado a solicitar, com a concordância obrigatória do Partido Social Democrata e do Centro Democrático Social, não nos parece que estejamos a ser tão pessimistas quanto ao nosso futuro, quanto possa parecer. Andámos durante vários anos a ser enganados por políticos corruptos, que nos mentiam com um descaramento impressionante e que fizeram do erário público a sua quinta, de onde foram retirados para o saco azul, devida e previamente preparado e camuflado, as suas benesses, locupletando-se com o que para ali iam depositando, tornando-se em autêntica «Boceta de Pandora», o que também contribuiu, em percentagem elevada, para a origem de todos os nossos males financeiros e económicos. À custa de obras, umas necessárias e outras impostas por questões partidárias e ainda outras cuja necessidade ainda hoje se não entende, depenou-se o pouco que os cofres estatais tinham e quando nada havia, recorria-se à Banca, que com o falso apoio Estatal ia emprestando o que podia e que por sua vez, quando não tinha, recorria à Banca estrangeira, sem se importar com juros, que acumulados, constituíram dívidas enormes que mais tarde ou mais cedo teriam que ser liquidadas. E um País independente, alegre, feliz, localizado na parte mais ocidental da Europa, com praias, montes e vales, lezírias e mar extenso, tornou-se num País pobre, triste e onde a esperança parece ter acabado. E pelos vistos, no dizer de António Barreto, acabará por desaparecer da face da terra, nos próximos cinquenta a cem anos da sua existência. E se assim for Deus proteja os nossos descendentes. Pessimista? Não, apenas atento. José de Viseu

PS: Lamento o facto de que obrigatoriamente tenho que concordar com o desabafo deste grande Homem e Senhor. Serão estas as infelizes ordens do destino a que os portugueses estão desgraçadamente condenados? E eu que adoro tanto o positivismo… obrigo-me também a perguntar-me: “Para onde vamos?”

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